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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

(R) feelings



Estou com medo de meus sentimentos em relação a tudo isso.
Quando saí do E-JOVEM e ví que preciso dar atenção a minha vida, e não apenas a coisas (R), percebi que isso me deu uma revolta horrível.
Talvez por ter saído de uma maneira abrupta, tenha ficado ressentimentos.
Ví como o movimento é agora, e de certa forma, não gosto. Prefiro me afastar, mas não consigo. Então o ataco. Se tornou algo ruim para mim, pensar em coisas LGBT, ter contato com coisas (R), etc.
É confuso... E eu não gosto, afinal, tudo isso fez parte de uma fase incrível da minha vida.

Muitas vezes prefiro não pensar nisso. Mas o passado não some de uma dia pro outro, e o movimento vai ganhando cada dia mais visibilidade, enchendo a mídia de coisas (R) o tempo inteiro.
As vezes tenho vontade de deletar todos os meus contatos, jogar fora os cadernos, flyers, bandeiras e pulseiras. Como se nunca tivesse existido.

Talvez não valha a pena, e eu deva continuar apoiando o movimento de alguma forma, não como antes, porque eu sei que não conseguirei, mas eu sei que faz parte de mim. Não posso desisitir assim. Mas é horrível.

Não quero ter que manter relações com (R), não quero ter que lidar com esse passado. É uma ferida enorme que ficou.
Eu não sei mesmo como lidar com isso. Quero simplismente esquecer, como se nunca tivesse existido.
Será?

terça-feira, 30 de março de 2010

Sem mais.




Dedicado a Lohren Beauty e Deco Ribeiro


Parte 1

Estava tudo pronto. A roupa passada, a sandália separada. Queria se sentir uma rainha, a mais linda e poderosa de todas as drag's que ia encontrar. Se vestiu como se nada fosse mais importante, passou a maquiagem no rosto com alguma dor, e calçou a sandália com cansaço. Como se prevesse que por mais bonita que ficasse, nada ia mudar. Na rodoviária, com seus amigos, foi pela última vez, em direção a felicidade que nunca mais seria sua.

Parte 2

De alguma forma tudo estava diferente. De seus amigos, agora os sentia tão distantes, ao grupo, via que tudo aquilo era o que mais queria mas não possuia mais. Daquela forma, de um jeito ou de outro, estava errado mesmo. Não era o que sempre viveu, durante um ano, e sabia que alí não era mais o seu lugar.


Parte 3


Com dores, e com o coração na mão, voltava, não queria mais nada, queria apenas chorar, esquecer. Em casa, alguns comprimidos, lágrimas, lágrimas e jovens arco íris saindo, bailando, brilhando e colorindo seu sono. Sem mais voltar.

Parte 4

No dia seguinte mancou o dia inteiro de dor nos pés, do salto alto que teve coragem de usar o dia anterior inteiro. Precisava mostrar para todos que sua beleza era maior que sua tristeza, mas não conseguira. Todos viram que estava abatida. E pensando, agora em casa, ela vira o quanto aprendera, o quanto crescera, e o quanto era feliz por ter conquistado tantos amigos alí. Agradecia tanto! Aquilo tudo, levaria para a vida inteira, mas jamais seria uma experiência eterna.
O amor e dedicação a que ela se deu ao grupo foi algo que só ela sabe e entende, mas agora ela vê que precisa continuar,feliz, ativista, mas de outras formas, conhecendo outras pessoas, e crescendo cada vez mais como pessoa.


DudibilisWoodabolis;

segunda-feira, 22 de março de 2010

Mudanças assim.

Se eu mudei de uma forma masculina para outra feminina, tenho certeza que não foi por causa de sexualidade. Sim, comecei a namorar e me tornei 'mulherzinha'. Mas meu namorado me amava da maneira que eu me vestia, e agora que mudei o estilo ele continua a me amar. Creio que pode soar meio estúpido, mas eu amava minha maneira de me vestir, adorava vestir camisas e calças largas e a transição não foi fácil, tinha ódio por cor de rosa e saias e vestido. Acho que pode ser algo relacionado a minha maturidade, ao meu crescimento. Quando comecei a me vestir de forma mais feminina, me sentia a própria travesti. Senti que aquilo não podia ser eu, eu queria de novo meus tênis e casacos.Mas quando você começa a receber elogios, a ver que pode ser bonita de várias formas, você gosta, se acostuma. Eu gosto, me sinto muito bem, sexy, bonita. Também me sentia bonita nas roupas masculinas. Me caiam bem de certa forma. Essas cor de rosa me caem diferente. E eu gosto muito também. Mas acho que o jeitinho menino nunca sairá de dentro de mim.

A TOCA;

Criação do Layout por
Fabricio Leal
leal_fabricio18@hotmail.com