sábado, 30 de outubro de 2010

Psicanalista

É uma linha lógica. Viver cuidando de uma mãe doente me fez assim, cuidadosa e preocupada com os outros. Talvez o fato de ter sofrido certo abandono e humilhações na infância fizeram com que eu não me preocupasse comigo. Que eu tenha me desvalorizado. Sei que pra você há relação entre todos esses fatos ocorridos na minha vida, com a minha infância inclusive o fato de eu ter entrado em uma ONG, escolher cursar psicologia, etc.

Em minha opinião, eu entrei em uma ONG porque queria me encontrar. Cuidar de mim. Precisava de informação, saber se o que sentia era certo. E descobri a Bruna. Com ela percebi que precisava ajudar. Ela sofreu muito, e eu sempre a amei demais, e ainda amo. E na possibilidade de fazer mais, porque não fazer? Eu poderia não fazer nada, e ir estudar. Mas eu queria mais, eu queria conhecer como era tudo aquilo, queria fazer parte daquilo.

Dedicando-me a isso, meu rendimento escolar caiu. Mas eu estava feliz. Eu conheci o amor da minha vida, e ele me mostrou outros ângulos da coisa. Eu precisa me enxergar. Desde o começo eu pensei que não poderia cruzar o limite de sua família, que seria sempre ‘’a namorada dele’’ e nunca ‘’a nora’’, ‘’a cunhada’’, ou ‘’a tia’’. Mas eu consegui, eu os conquistei, como eles a mim, e eu sinto uma felicidade enorme, em de certa forma, fazer parte da família. Eles me tratam assim e eu me sinto assim. E nada, nada muda isso, porque eu sei a maravilha que é ser chamada de Tia Amanda. E eu posso ficar uma semana inteira com ela fazendo mamadeira e dando banho, porque eu gosto de fazer isso. E não me importo, porque me faz feliz.

E eu sei o que eu quero fazer da minha vida. Eu sei que ano que vem estarei em um cursinho debatendo faculdades e profissões. Porque eu quero o melhor pra mim, e se eu puder entrar em uma boa faculdade pra ter uma ótima profissão, maravilha.

Se for psicologia, ótimo, eu adoro poder compartilhar experiências, aprender com elas, e assim, poder ver como melhorar em conjunto. Eu adoro as pessoas, e talvez seja mesmo porque eu cresci cuidadosa e preocupada. Talvez eu deva mesmo me preocupar mais comigo. Mas eu só espero poder continuar exatamente desse jeito.

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